Desafio 30 Dias, 30 Cartas - Dia 11 - Carta para uma Pessoa Falecida com a qual Gostavas de Falar

maio 11, 2013


Sábado, 11 de Maio

Querido Filipe

Porquê?! Porquê que isto tinha de acontecer, connosco? Ainda não consigo perceber o porquê do teu assassínio... nem o do Germano. Eram ambos homens tão bons! Mas neste momento de dor e angústia, eu não quero saber do Germano, perdoa-me o desabado egoísta mas é assim que o meu coração grita... tudo o que eu quero é o meu bom marido de volta, que é onde ele pertence, e não deitado algures para se nunca mais levantar. É um mundo injusto este em que vivemos. 

A verdade partiu contigo e com o pobre Germano. Ninguém viu nada, apenas se ouviram os dois disparos e quando acorreram ao local já só estavam os vossos corpos sem vida. Quem quereria fazer uma coisa destas, meu bom marido? E tu, que levavas sempre a tua arma a cada saída, porque não a levaste desta vez? Com quem é que saíste que tinhas tanta confiança? Tantas perguntas, nenhuma resposta...

Tenho tantas saudades tuas. Não sei como algum dia irei conseguir superar esta perda.

Da tua eterna amada,
Denise

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.