Desafio 30 Dias, 30 Cartas - Dia 28 - Carta para Alguém que mudou a tua Vida

maio 28, 2013


Terça-feira, 28 de Maio

Caro Rodrigo,

É com o maior orgulho que aceito o teu convite. Sinto-me verdadeiramente honrado!

Tenho de te agradecer. Tu mudaste a minha vida e a minha forma de olhar para ela. Se fosse antigamente, o gajo que teria sido preso por mim morria para mim. Não me pesava a consciência, não queria saber. Contigo foi diferente. Por isso te escrevi a primeira carta. Não sei o porquê de ter sido diferente, talvez tenha sido um brilho nos teus olhos mais humano, não sei, não consigo explicar. O que sei é que mudaste realmente a minha vida.

Ensinaste-me a olhar para o que me rodeia com outros olhos. A tua coragem, a tua honra, a maneira como amas, como te entregas, a tua forma de ser destemido mas na mesma sensível... Tudo isto me ajudou a evoluir e a minha vida deu uma volta que eu nunca esperei.

Espero que algum dia me possas perdoar completamente. Irmão!

Eduardo

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.