The Everything, de Richard C. Cox - Opinião

fevereiro 24, 2014

The Everything
Título: The Everything
Autor: Richard C. Cox
Editora: Troubador Publishing
Ano de Publicação: 2013
Número de Páginas: 297

Recebi este livro através de um giveaway do Goodreads, e juntamente com ele vinham umas páginas que o autor decidiu incluir, da produção do livro: páginas com a história impressa e corrigida, e depois corrigida novamente, e ainda desenhos que não fizeram parte da edição final, tudo acompanhado por uma carta divertidíssima, onde deu para perceber que a pessoa por trás deste The Everything é extremamente inteligente e com um humor afinado.

Escrever uma opinião decente a este livro não é de todo fácil. Estamos perante um trabalho de ficção que nos leva a ponderar por inúmeras vezes a sua não-ficção. E depois não temos uma história como estamos habituados, não temos personagens a amar nem a odiar, não temos nada a nos agarrar e, mesmo assim, estamos presos à leitura.
Eu gostei muito deste The Everything e é totalmente frustrante não conseguir perceber porquê. Talvez eu lá para o fim me tenha perdido e algo no livro me tenha escapado, impossibilitando-me de perceber o livro na perfeição. Irei ler novamente a obra, sem dúvida alguma, pois sinto que há muita coisa que me passou ao lado, e aí talvez dê 5 estrelas ao livro.
Quanto ao autor, acho-o simplesmente genial. A maneira como ele apresenta o tudo à nossa volta é brilhante, e não há maneira de explicar; tem de se ler.

É provavelmente um dos comentários mais estranhos que já escrevi, e The Everything é provavelmente um dos livros mais estranhos que já li. Mas é uma boa estranheza, que será repetida, e que aconselho!

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2 comentários

Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.