TBR Friday #10

agosto 29, 2014

Persuasão
Persuasão, de Jane Austen

Anne Elliot não é uma rapariga presunçosa, mas uma jovem fina e educada, com grande profundidade de sentimentos e uma inabalável integridade, que leva uma vida curiosamente semelhante à de Cinderela, com um pai ridículo e uma irmã autoritária.
À medida que a história se desenrola, Anne consegue libertar-se da autoridade da família através de relações de amizade com mulheres de temperamento forte e consegue a realização pessoal neste romance em que os homens e as mulheres são apresentados em pé de igualdade sob o ponto de vista moral.

Mrs. Dalloway
Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf

Clarissa Dalloway, conhecida figura da alta-sociedade londrina, prepara-se para dar uma festa importante. É através dos pensamentos e das recordações do passado que não cessam de lhe vir à mente que a sua personalidade se nos vai revelando pouco a pouco, o mesmo se passando com todas as persoangens que consigo se cruzaram ao longo da vida. Desta forma, simultaneamente vivida e íntima (e, acima de tudo, única), as personagens que povoam estas páginas dão-nos a conhecer os seus amores, as tragédias e as comédias que formam a sua existência.

Mrs Dalloway, o quarto romance de Virginia Woolf, é considerado um marco de grande importância no desenvolvimento literário da autora. Foi com esta obra que ela rompeu de forma definitiva com os cânones tradicionais do romance inglês, impondo-se como uma escritora de génio.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.