Um Conto, Um Ponto #23: Pintado a Sangue, de Carina Portugal

agosto 10, 2014

Pintado a Sangue
Título: Pintado a Sangue
Autora: Carina Portugal
Editora: -
Ano de Publicação: 2013
Número de Páginas: 20

Selena ignora os avisos da aldeia. Quem, no seu perfeito juízo, acreditaria em assombrações? Mas os sussurros da noite, os espectros sem rosto e uma mensagem que surge do nada e diz somente "Inspira-me, minha Musa" irão levá-la a descobrir o que o Tempo tentou apagar mas nunca conseguiu.

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Pintado a Sangue mostra mais uma vez o talento de Carina Portugal, no que toca a criar ambientes fantásticos e pequenas grandes histórias que mexem connosco. E apesar de o tema deste conto não ser propriamente original, este é um aspecto facilmente ultrapassável pela forma como nos envolvemos na narrativa, tão bem escrita.
Um conto que mantém a qualidade que facilmente reconheço na Carina, recomendado e aprovado! :)

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2 comentários

  1. Agradeço muito as tuas leituras e espero continuar a agradar :p

    Daqui a uns tempos, talvez em Setembro, vai ser publicado pelo Fantasy & Co. um conto (noveleta) maiorzinho que o normal. Espero que tenhas tempo para lhe dar uma vista de olhos :D

    Beijinhos!

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    1. Hei-de encontrar espaço para o ler, sem dúvida alguma :)

      Beijinhos

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Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.