A Dama de Espadas, de Puskine - Sinopse & Opinião

setembro 19, 2014

A Dama de Espadas
Título: A Dama de Espadas
Título Original: Пиковая дама
Autor: Puskine
Editora: Publicações Europa-América
Ano de Publicação: 2007
Número de Páginas: 73

A velha condessa Ana Fédotovna, na sua juventude apelidade de Vénus Moscovita, esconde um segredo… um segredo que pode tornar qualquer homem milionário ou destruir-lhe a vida. Numa noite longa, durante um jogo de cartas, Tomski, o neto da condessa, confidencia aos amigos parte do segredo da avó. Mas, entre eles está o ambicioso Hermann, rapaz sem escrúpulos que vai tentar descobrir o segredo para se tornar no homem mais rico do mundo. Pelo meio, não hesitará em levar quase à loucura Lisavete Ivanovna, a singela dama de companhia da condessa.

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Na minha aventura pelo universo da literatura russa, foi inevitável o encontro com Puskine. A Dama de Espadas pareceu-me um conto simples e com um tema interessante, e assim escolhi este livro para a Viagem (In)Esperada dedicada a comfy reads.

Confesso que esperava mais desta história. Aliás, não propriamente da história em si, mas sim do autor, da riqueza do mundo por ele pintado. O facto de a tradução ser estranha (não sei se propositadamente, mantendo-se fiel ao original, ou apenas um péssimo trabalho) não ajudou muito à adaptação ao texto, e a nível de pontuação essa estranheza foi mais notória, com parágrafos que acabam em vírgulas e situações semelhantes.
Fora esta decepção com a apresentação da história, o conteúdo da mesma é muito bom. As personagens são escolhidas a dedo, sendo credíveis e de fácil aceitação. O final é, apesar de mais ou menos previsível, bastante bom.

Uma pequena curiosidade acerca da personagem Ana Fédotovna, a Dama de Espadas: esta foi inspirada em Natalya Petrovna Galitzine, dama de companhia da imperatriz Catarina I da Rússia, que ficou conhecida como Princesse Moustache - qualquer coisa como Princesa do Bigode (ou dos bigodes?). O motivo não o consegui descobrir...

Gostei bastante desta apresentação a Puskine, acompanhado da sua Dama de Espadas. Uma leitura bastante leve e agradável, com um retrato social fortíssimo, e uma pequena história encantadora.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.