World Wide Livro #24: Os Melhores de 2014 (versão Goodreads) - Pt. II

janeiro 10, 2015

Continuando o post da semana que passou...

2014 Goodreads Choice Awards

Ficção Histórica

All the Light We Cannot See

All the Light We Cannot See, de Anthony Doerr, ganhou o primeiro lugar. Demorou dez anos a escrever e pela sinopse parece-me algo interessante, com a Segunda Guerra Mundial como pano de fundo. No entanto, não me parece assim tão fantástico que mereça tamanho lugar de destaque. Pode ser injusto dizer isto sem ter lido o livro, mas é tão justo dizê-lo como votar nos autores só porque se gosta deles sem ter lido o livro em questão. Nota de 4.21.

A Invenção das Asas

A Invenção das Asas de Sue Monk Kidd ficou em segundo lugarSue Monk Kidd apresenta uma obra-prima de esperança, ousadia e busca pela liberdade. Inspirado pela figura histórica de Sarah Grimke, o romance começa no 11º aniversário da menina, quando é presenteada com uma escrava: Hetty “Encrenca” Grimke, que tem apenas dez anos. Acompanhamos a jornada das duas ao longo dos 35 anos seguintes. Ambas desejam uma vida própria e juntas questionam as regras da sociedade em que vivem. História de amizades proibidas e lutas pelos/contra os ideais... mais do mesmo. Nota 4.22.

No Limiar da Eternidade

No Limiar da Eternidade, de Ken Follett, arrecadou o terceiro lugar. Confesso que tenho um pequeno ódio de estimação ao autor - não me perguntem porquê, apenas embirro com ele. Este terceiro volume da trilogia O Século começa em 1961 com a construção do Muro de Berlim já em plena Guerra Fria.As figuras principais são os descendentes das cinco famílias de diferentes nacionalidades (americana, alemã, russa, inglesa e galesa), que conhecemos em A Queda dos Gigantes e continuámos a seguir em O Inverno do Mundo. Estas personagens estão de alguma forma envolvidas na crise dos mísseis de Cuba, na luta pelos direitos civis e outros grandes movimentos de massas, nos assassinatos do presidente Kennedy e do seu irmão Robert, de Martin Luther King.A partir dos anos sessenta assistem ao nascimento da música pop e à difusão do rock. Tomam parte, enfim, de movimentos contra os escândalos presidenciais nos Estados Unidos, e encontramo-los combatendo os regimes comunistas nos anos oitenta. Este volume termina com a queda do Muro de Berlim, em 1989.Ao abraçar um projeto tão ambicioso como relatar um dos séculos mais dramáticos da história da humanidade, Ken Follett supera-se e faz um trabalho admirável ao entrecruzar o dramatismo das histórias pessoais e a complexa intriga que se desenrola num palco global. Portanto... não. Nota no GR de 3.95.

Fantasia

The Book of Life (All Souls Trilogy, #3)

The Book of Life de Deborah Harkness ganhou o primeiro lugar. O início da sinopse deu-me vontade de fechar a página, mas seria mais uma vez injusta, e duas vezes no mesmo post já é demais, portanto lá me obriguei a acabar de ler. Fiquem apenas sabendo que começa por apresentar as duas personagens, a historiadora Diana, que é uma bruxa, e o cientista Matthew, que é um vampiro. Por. Favor. Continuando... Pelos vistos no meio de muitas páginas descobre-se finalmente o que é que as bruxas descobriram, por sua vez, há muitos séculos atrás. Nota de 4.13.

Words of Radiance (The Stormlight Archive, #2)

O livro de Brandon Sanderson, Words of Radiance, conseguiu o segundo lugar. Um mundo bastante complexo, com muitos nomes e muitas coisas a acontecer, do homem que ficou com o terrível fardo de terminar a série A Roda do Tempo. A sério, não consigo descrever este livro melhor do que acabei de fazer. A não ser que alguém me diga que tem a certeza absoluta que este livro vai mudar a minha vida, não tenciono ler. Nota 4.76.

Skin Game (The Dresden Files, #15)

Por fim no terceiro lugar temos Skin Race, de Jim Butcher. E eu pergunto-me: mas que raio se passa com estes livros hoje em dia? Mais uma vez a sinopse começa e a minha vontade de ler o livro morre. Harry Dresden, o único mago profissional de Chicaco... Algo como isto, e que acaba com este fantástico mago a evitar ser morto pelos seus inimigos e aliados. Emocionante. 4.56.

Para a semana há mais! Digam de vossa justiça!

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Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.