Merrick, de Anne Rice - Sinopse & Opinião

setembro 27, 2015

Merrick (As Crônicas Vampirescas, #7)
Título: Merrick
Título original: Merrick
Série: Crónicas Vampirescas
Autora: Anne Rice
Editora: Rocco
Ano de Publicação: 2010
Páginas: 334

Merrick é uma mulher misteriosa, possuidora de exótica beleza e de incríveis poderes relacionados ao vodu. Uma bruxa preparada desde criança para ser a detentora de poderes mórbidos, responsáveis por suas glórias e também por todas as suas desgraças. Procurada por David Talbot, um ex-estudioso do oculto transformado em vampiro, ela narra sua saga repleta de erotismo, magia, horror e sangue. E tenta trazer Cláudia, a mulher condenada a viver para sempre presa em um corpo infantil, de volta à vida, atendendo a um pedido do atormentado vampiro Louis. Neste livro a autora brinda seus fãs com mais um clássico gótico, provando que a beleza e o horror, o trágico e o sublime, a morte e a ressurreição são apenas faces da mesma moeda.

**********************

"Tenho esperança de coisas nas quais não consigo acreditar."

Não sabia o que contar com este volume das Crónicas. deixar o meu confortável mundo de vampiros ser visitado por outra faceta da autora. Para além de contar com David Talbot, a chegada de Merrick não me agradava completamente... E o que aconteceu? Mais uma vez Anne Rice prova-me que tudo o que faz é perfeito.

Quem, depois de ler as Crónicas, suporta Claudia, a eterna criança-vampiro? Vê-la voltar à vida é uma abominação. No entanto, quem, ao mesmo tempo, consegue resistir ao apelo desesperado e lancinante de Louis, o mais frágil dos irmãos?
Conhecemos um pouco mais David, na sua juventude, no seu crescimento. Ficamos a compreender melhor as suas relações e o seu ser, algo que ficou um pouco em aberto quando nos foi apresentado pela primeira vez.

" Detestei a sensação de medo que me fora tão rara na juventude. A velhice me ensinara a respeitar o perigo."

Antes de passar à acção propriamente dita deste chamamento, tomamos conhecimento da vida de Merrick e também de David, da forma como a menina chega à Talamasca e de como cresce e dá lugar a uma mulher deslumbrante e assustadoramente poderosa. Pouco a pouco, Merrick entranha-se em nós e depois já não há volta a dar. Uma estranha que se aloja nas Crónicas e para quem guardamos espaço e recordamos com carinho. Uma prova de que Anne Rice consegue ligar dois mundos de uma forma quase sobrenatural. Novamente... ler Anne Rice é um consolo para a alma.
Momento alto da história... o confronto entre Louis e Claudia. A sério... quem consegue sentir o mínimo de empatia por tal monstro? Meu pobre Louis.
O final é inesperado e chega a tocar o revoltante, mas é algo com que se aprende a lidar facilmente.

"Ele se voltou quando entrei na sala, e eu lhe dei um abraço. Com ele, eu podia manifestar o afeto que mantinha sob controle tão ferrenho na presença de Merrick. Abracei-o forte e o beijei como os homens podem fazer com outros homens quando estão a sós. Beijei-lhe os cabelos negros, os olhos e depois sua boca."

Quem escreve assim, não merece castigo.

Até agora, o volume que menos me agradou nas Crónicas, mas que nem por isso deixa de ser essencial no seu desenvolvimento. Uma guerra avizinha-se... e eu estou ansiosa por saber mais.

You Might Also Like

2 comentários

  1. Ois,

    Estas a dar forte nesta autora, já vi que é uma das tuas preferidas :D

    Bjs

    ResponderEliminar
  2. Anne Rice é genial neste mundo. Nunca li este livro mas gosto da autora.
    Boas leituras.

    www.noticiasdezallar.wordpress.com

    ResponderEliminar

Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.