A Ler: Cabaret, de Lily Prior [Bizâncio]

fevereiro 24, 2016

Cabaret
Título: Cabaret
Título Original: Cabaret: A Roman Riddle
Autora: Lily Prior
Editora: Editorial Bizâncio
Ano de Publicação: 2006
Número de Páginas: 220

A acção deste delicioso mistério cómico, da autora de La Cucina, desenrola-se na década de 1970 e envolve um cabaret decrépito, um ventríloquo desaparecido, o seu boneco – ou seria um verdadeiro anão? – e a sua jovem mulher, cuja única esperança é que o marido nunca regresse. O mistério do desaparecimento do ventríloquo e a relutância que a mulher tem em participar nas investigações da polícia constituem a coluna vertebral desta fantasia original, hilariante, sentimental e cheia de suspense. 
Com o humor negro, a imaginação viva e sensual e a perspicácia que lhe são característicos, Lily Prior evoca, com pinceladas brilhantes, a azáfama das ruas de Roma num relato que fará o leitor virar as páginas com entusiasmo e soltar gargalhadas sonoras até ao final da obra.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.