As Onze Mil Vergas, de Guillaume Apollinaire - Sinopse & Opinião

março 15, 2016

As Onze Mil Vergas
Título: As Onze Mil Vergas
Título Original: Les Onze Mille Verges ou les Amours d'un hospodar
Autor: Guillaume Apollinaire
Editora: Verso da História
Ano de Publicação: 2013
Número de Páginas: 144

As Onze Mil Vergas narra a história de um príncipe romeno que viaja para cidades como Paris ou São Petersburgo em busca de diversão e prazer sexual. Obsceno, cómico, satírico, erudito: são vários os registos de linguagem deste romance, considerado por Picasso uma obra-prima.

As Onze Mil Vergas circulou durante muitos anos em edições clandestinas, mas acabou por encontrar um lugar, de corpo inteiro, na obra de Apollinaire. Um livro tão monstruoso como ternamente erótico.

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Tantas, mas tantas, mas tantas expectativas para este livro... Leiam bem a sinopse. Obsceno. Cómico. Satírico. Erudito. Picasso considerou isto uma obra-prima. Ternamente erótico. E eu penso... Desculpem, mas leram o mesmo livro que eu?

Sobrevivi ao Lolita para isto? Este livro é tão horrível que não há palavras para o descrever. Cada pessoa tem uma opinião e a minha vale o que vale mas nem me vou alongar muito acerca deste... desta coisa que é considerada tão boa. A partir do momento em que temos uma cena de sexo entre um homem adulto e um bebé de 4 meses, e depois esse mesmo homem obriga o pai da criança a violar também o bebé... está tudo dito.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.