Booking Through Thursday #15

março 03, 2016


Múltiplos

Tens mais do que uma cópia do mesmo livro? Porquê?

Primeiro e antes de mais, uau. O último BTT que publiquei foi em Outubro de 2014. Sim, e catorze! Já lá vai algum tempo... Em segundo, a própria página parece ter parado em Fevereiro deste ano, no dia 4. Mas é uma rubrica engraçada, portanto vamos andando atrás no tempo. Respondendo então à pergunta desta semana...

Tenho mais do que esperava!

Para além das colecções de capa dura antiga que a minha mãe me deu e que contêm alguns livros iguais, como Shakespeare, Edgar Allan Pöe, Alexandre Dumas, entre outros, encontrei nos meus livros alguns repetidos que nem me tinha apercebido que assim estavam.

1º O Retrato de Dorian Gray

3 versões: o livro normal, oferecido pela minha irmã; uma edição em inglês, oferecida por mim num aniversário; e a obra completa do escritor, comprada por mim. Ainda havia uma quarta versão, mas perdi-a algures nos anos.

2º Dracula

2 versões: uma normal, em inglês, comprada por mim; uma bastante especial, de capa dura e com ilustrações, comprada por mim.

3º Contos de Terror e Arrepios

2 versões: uma que saiu com um jornal e que comprei numa feira de velharias; uma em versão de livro a sério, que comprei na Feira do Livro.

4º Sangue-do-Coração

2 versões: uma portuguesa; uma inglesa, e fui eu que comprei as duas.

5º Fanny Hill

3 versões: uma portuguesa, de uma colecção de literatura erótica que saiu com um jornal e que eu comprei; duas antigas, mas antigas mesmo, que me foram oferecidas.

Quanto ao porquê... não há nenhum motivo em específico. Porque sim, conta?
E não, nem assim me consigo ver livre dos meus meninos a mais.

E vocês, têm mais do que uma versão de algum livro?

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.