Leituras no Feminino I

março 01, 2016


Este ano, em vez de vos recomendar livros para oferecer à Mulher, para celebrar este dia vou antes trazer-vos escritoras que me são queridas e falar um pouco delas e da sua obra.
Aos que esperavam recomendações, joguem pelo seguro no que toca a livros: ou garantam que é do autor ou autora de eleição e que a pessoa ainda não tem o livro, ou ofereçam com talão de troca. Simples :)

Hoje trago-vos...

Anne Bishop


Anne Bishop é uma escritora bastante conceituada no mundo da Fantasia, e não é por menos. Escreve desde pequenina, mas algures enquanto crescia foi assolada pelo medo de não conseguir escrever uma história mesmo muito boa - o que a fez parar de escrever. Anos depois, uma ideia formou-se na sua cabeça e, felizmente, Anne voltou a escrever e hoje temos os seus fantásticos livros que são, simplesmente, perfeitos.

Os seus mundos

O universo das Jóias Negras

Trilogia
PortugalPortugalPortugal

Restantes Livros
PortugalPortugalPortugalTwilight's Dawn, PortugalHeir to the Shadows, German Audio Edition

O universo de Efémera

Portugal, artist Larry RostantPortugal, artist Larry Rostant

E ainda...

O universo de Os Pilares do Mundo


O universo de Os Outros

Vision in SilverMarked in Flesh

Estes dois últimos volumes ainda não foram publicados em Portugal, sendo que Marked in Flesh sai precisamente este mês, e falta ainda um quinto livro, que ainda é um mistério.

A autora tem ainda short stories e outras obras não publicadas no nosso país, mas fica já aqui uma bela colecção. Palmas também para as lindíssimas edições feitas pela Saída de Emergência, os livros ficaram maravilhosos.

A primeira vez que tive contacto com os livros de Anne Bishop foi depois de ter achado piada à edição de coleccionador da Trilogia das Jóias Negras. Gostei da sinopse e arrisquei, numa decisão que a nível literário provou ser das melhores alguma vez feita. Recentemente voltei a aventurar-me pelos seus mundos apenas para me render cada vez mais a cada livro lido.
Apesar da fama das Jóias Negras, para mim o melhor mundo criado por Anne Bishop foi, até agora, Efémera. A maneira como o universo está criado está fantástica, bastante inteligente e complexa. As personagens, apesar de não tão marcantes como algumas das Jóias, também são excelentes.

Uma autora, sem dúvida, de leitura obrigatória para qualquer amante de fantasia. Não me canso de recomendar Anne Bishop a todos, mas, passado tanto tempo e depois de tantas horas imersa nas páginas, faltam-me as palavras para vos dizer o quão extraordinária a escritora é.

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2 comentários

  1. Concordo, não existem palavras para descrever a genialidade desta escritora, isso para um fã de Fantasia é claro :D
    Também a adoro e entrei no mundo dela por ter visto escrito na capa so 1º da trilogia das Jóias que era um bom livro para os fãs da Juliet Marillier que eu já era, no inicio achei que se calhar tinha feito asneira, mas pouco depois..... adoro, adoro!

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    1. Pois foi Milu! Com a menção da Juliet, foi mesmo do género... deve ser bom então :)

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Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.