Um Conto, Um Ponto #30: A Filha da Peste, de Carina Portugal

março 06, 2016

A Filha da Peste
Título: A Filha da Peste
Autora: Carina Portugal
Editora: Fantasy & Co.
Ano de Publicação: 2015
Número de Páginas: 25

"Oriunda de um passado infecto, a morte esconde-se por de trás de uma máscara dourada, pronta a tomar Veneza, quando todos menos esperam – sob o disfarce do Carnaval." 

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Apesar de ter gostado deste conto da Carina, não é dos meus trabalhos favoritos da autora. Quem tem vindo a seguir o Eu e o Bam sabe que eu sou fã de Carina Portugal, vendo nela um talento raro e dos poucos que verdadeiramente me impressionam no nosso país, e custa-me admitir isto mas... estava à espera de mais deste conto.
Decidi ler por altura do Carnaval e pensei que tivesse tudo para ser uma leitura perfeita: Carina e Veneza. Mas não... Está muito bem escrito e bem desenvolvido, tal como a autora nos tem habituado, mas para mim faltou algo mais. Não o consigo definir mas também não posso afirmar que adorei este trabalho. Talvez tenha sido a minha falta de ligação com as personagens, nenhuma me cativou...

Espero em breve começar a ler No Carnaval Ninguém Leva a Mal, pois Carina Portugal é mais do que um conto que nos passa ao lado. Repito, é uma autora a ter em conta e cuja obra é paragem obrigatória para qualquer leitor nacional.

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0 comentários

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.