Trilogia Mara Dyer, de Michelle Hodkins - Sinopse & Opinião

agosto 21, 2016

A Desconstrução de Mara Dyer (Mara Dyer, #1)A Evolução de Mara Dyer (Mara Dyer, #2)A Vingança de Mara Dyer (Mara Dyer, #3)
Título: A Desconstrução de Mara Dyer; A Evolução de Mara Dyer; A Vingança de Mara Dyer
Série: Mara Dyer
Autora: Michelle Hodkin
Editora: Galera Record
Ano de Publicação: 2013; 2014; 2015

Um grupo de amigos… Uma tábua ouija… Um presságio de morte. Mara Dyer não estava interessada em mensagens do além. Mas para não estragar a diversão da melhor amiga justo em seu aniversário ela decide embarcar na brincadeira. Apenas para receber um recado de sangue. Parecia uma simples piada de mau gosto… até que todos os presentes com exceção de Mara morrem no desabamento de um velho sanatório abandonado. O que o grupo estaria fazendo em um prédio condenado? A resposta parece estar perdida na mente pertubada de Mara. Mas depois de sobreviver à traumática experiência é natural que a menina se proteja com uma amnésia seletiva. Afinal, ela perdeu a melhor amiga, o namorado e a irmã do rapaz. Para ajudá-la a superar o trauma a família decide mudar para uma nova cidade, um novo começo. Todos estão empenhados em esquecer. E Mara só quer lembrar. Ainda mais com as alucinações – ou seriam premonições? – Os corpois e o véu entre realidade, pesadelo e sanidade se esgarçando dia a dia. Ela precisa entender o que houve para ter uma chance de impedir a loucura de tomá-la….

[Não vou incluir as restantes sinopses devido a spoilers]

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Falar da história de Mara Dyer sem entrar em fanatismos é complicado. Foi dos livros mais emocionantes que li ultimamente, com uma história repleta de reviravoltas e personagens fantásticos.

No primeiro volume da trilogia, A Desconstrução de Mara Dyer, temos a apresentação de Mara e do terrível acidente que lhe rouba o namorado e a sua melhor amiga. Acompanhamos Mara na sua luta com as consequências desse acidente e com a descoberta de que algo em si não é completamente normal. Quando Noah entra em cena, é fácil pensar no cliché do bad boy e da desgraçadinha, mas a verdade é que já estava tão imersa na história que nem isso me importou, e rapidamente suspirei por cada segundo do seu amor. Ao longo do livro são reveladas algumas coisas que fazem parte de algo muito maior do que o leitor à partida espera - e assim, lemos tudo de um só fôlego, pois precisamos de saber o que está realmente a acontecer: o que tem cada um, o que é cada um, o que se passa? A cena final é de cortar a respiração. É preciso começar, e rápido, a ler o segundo volume.
Em A Evolução de Mara Dyer conhecemos uma Mara mais adulta e mais ciente do que pode fazer. A história avança a um ritmo mais lento, mas a seu devido tempo as peças começam a encaixar-se. Cada vez mais sofremos por Mara, Noah e a sua relação. Nota-se uma evolução muito grande principalmente em Mara, na sua forma de estar e de ver o mundo. Novamente... que final é aquele?
Finalmente chegamos a A Vingança de Mara Dyer. Se no livro anterior se nota a evolução de Mara, neste encontramos o seu apogeu. E Michelle Hodkin não nos traz uma princesa, traz-nos uma guerreira, orgulhosa e sem vergonha dos seus desejos mais obscuros e das suas acções, e que desperta em nós uma compaixão imensa. O tão esperado desfecho está à espreita e acreditem: não é nada do que se pudesse estar à espera. A teia é tão complexa e intrincada que nunca pensaríamos naquela direcção. Para mim, este último volume apenas peca pelos regressos tão frequentes ao passado. Compreendo que seja necessário, para justificar tanto do presente, mas tornou a narrativa, a meu ver, um pouco confusa. O que eu queria mesmo era devorar o fim da trilogia e saber se Mara e Noah poderiam ser livres para se amar... porque "você o amará até à ruína".
No final da história, apenas posso apontar como menos positivo o facto de achar que a personagem da Stella merecia uma história mais detalhada, pois o seu percurso acaba por ser importante e, de repente, já lá não está. Assim como o pai do Noah - penso que estas duas personagens mereciam que o seu papel fosse mais ilustrado.

Tão bom. Tão bom sentir assim tanta ânsia e tanto apego por uma história, pelos seus personagens. Já não me recordava de passar por momentos de fangirling tão extremos!

Mais do que aconselhado e ansiosa para ver uma edição em Portugal. A Trilogia de Mara Dyer é daquele tipo de livros que vale mesmo a pena ter na estante para de vez em quando os poder folhear e sonhar com a sua narrativa fantástica, as suas reviravoltas e esclarecimentos aterradores e uma história de amor entre duas personagens absolutamente fantásticas e inesquecíveis.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.