Livros para Filmes - Halloween #11

outubro 11, 2016


A Semente do Diabo, de Ira Levin - 1967
A Semente do Diabo, de Roman Polanski - 1968

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Rosemary, uma jovem recém casada com Guy Woodhouse, procura com o marido uma casa para começarem a sua vida de casal. Um dia, encontram o apartamento dos seus sonhos e depressa mudam-se para lá. Numa questão de tempo o casal instala-se, Guy avança com a sua carreira de actor e Rosemary engravida como eles desejavam. Porém as coisas mudam quando o casal de vizinhos idosos começa a intrometer-se estranhamente na sua vida e a dar sugestões sobre a gravidez da jovem. Pouco a pouco Rosemary perde o controlo da situação e quando se tenta soltar já é tarde demais: ela e o seu filho são vítimas de um culto ao diabo que tenciona fazer daquela criança o filho das trevas.


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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.