Livros para Filmes - Halloween #16

outubro 16, 2016


Valentine, de Tom Savage - 1996
Valentine - Terror no Dia de São Valentim, de Jamie Blanks - 2001

Valentine

Jillian Talbot aparenta ter tudo: uma bonita casa em Greenwich Village, um pequeno grupo de amigos próximos, um noivo lindo e apaixonado e é uma famosa autora de livros de suspense. A sua escrita cativou milhares de fãs, mas sempre conseguiu estar a salvo das cenas descritas. Até agora. Algures nas sombras de Nova Iorque, alguém a está a observar. Ele sabe todos os seus movimentos, todos os seus medos, quase antes de ela própria saber. Ele é quase tão devoto como um amante, cortejando-a de maneiras misteriosas - cartas na caixa de correio, prendas à porta de casa, mensagens no voice mail. Os seus motivos são tão crípticos como a sua alcunha: Valentine. Mas as suas intenções são mortais. Para Jill, o terror ainda agora começou. E em breve ela irá conhecê-lo. No seu dia triunfante, no seu dia mais negro. Dia de São Valentim.


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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.