NaNoWriMo #4

novembro 05, 2016

Ontem tinha de escrever por dois dias. Sabem quanto mais escrevi? 500 palavras. Certinhas. No entanto, tinha escrito apenas 101, já tinha re-escrito um parágrafo inteiro e estava parada, sem saber como continuar. Foi então que decidi abrir a página do NaNoWriMo e deparei-me com a minha primeira Pep Talk, que simplesmente me fez escrever as outras 400 de rajada. Eu sei que parece pouco, mas depois do dia que tive, foi fantástico. E as palavras... eu acho que as vou emoldurar!

O que faz de um escritor, um escritor? Escrever. Muita gente diria "talento", mas talento é basicamente a habilidade de fazer bem uma coisa naturalmente, ao passo que outras pessoas têm de se esforçar para a fazer bem. Se pensas que não tens talento, então esforça-te - o talento vem muitas vezes com um custo, de qualquer das formas: uma falta de bons hábitos de trabalho. Os talentosos normalmente nunca tiveram de aprender a esforçar-se; então, muitos deles nem acabam os seus trabalhos porque não tiveram de se esforçar para o fazer - é suficiente ser talentoso, e mostrar apenas um bocadinho do que fazem.

Não sejas essa pessoa - não sejas a pessoa que toda a gente pensa que podia ter feito alguma coisa. Sê a pessoa que o tentou fazer.

Vocês não sabem o que isto significou para mim. Desde muito nova que sempre tive pessoas a elogiar a minha escrita, e o que é que aconteceu? Deixei-a ir. Eu sei que tenho talento e é costume dizerem que tenho jeito para a coisa. E o que é que consegui? Nada. Sou a pessoa que podia ter alguma coisa. Não sou a pessoa que o tentou. Aquelas duas últimas frases deram-me a volta e vão ser um dos meus motes neste NaNoWriMo e, sempre que possível, para a vida.

Antes de escrever a minha dose diária - sejam 500 palavras, sejam 2000 - vou ler as palavras de Alexander Chee e ser-lhe eternamente grata.

Crédito para a Joana Cardoso do grupo NaNoWriMo

Palavras: 3092

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.