[NaNoWriMo] Os Resultados

janeiro 05, 2017

NaNoWriMo

Nem sei o que acompanha este post. Vergonha? Desilusão? Raiva? Orgulho? Alegria? Não sei.

Bastante atrasados, mas aqui ficam os resultados do NaNoWriMo. Como poderão facilmente adivinhar, deixei-o de lado em Novembro, pois a vida real meteu-se bastante pelo meio e as forças para escrever eram zero.
Deixei sequer de ir ao site - e era a minha homepage, que depois, toldada pela vergonha, me limitei a alterar. Fui lá agora, e tenho nove mensagens por ler.

Que raio de sentimentos tão diferentes são estes? Sim, sinto vergonha pois não cumpri o que me tinha prometido. Prometi fazer mais e não o fiz. Com isso vêm a desilusão e a raiva. E, ao mesmo tempo, orgulho-me do pouco que fiz. Tendo em conta a minha realidade quotidiana (e não, não me quero fazer de coitadinha, mas cada um tem os seus problemas), o pouco que escrevi foi melhor do que zero. Se fiquei longe das 50000 palavras? Muito longe. Mas fico bastante feliz pelas 9000.

Antes do NaNoWrimo, tive esta história parada por quase 3 anos. Sem um fim, sem um motivo, sem um título, sem nada. Agora, até capa tem! Tem um destino definido, tem um fim à vista.


Thumb 
  A Vingança de Samil

  Your Average Per Day - 305
  Target Word Count - 50,000
  Target Average Words Per Day - 1,667
  Total Words Written - 9,155




Portanto, não foi um NaNoWriMo perfeito, mas foi o meu primeiro e certamente mexeu com algo em mim. Ainda faltam dez meses para o próximo, mas em dez meses muita coisa acontece... e muita coisa é escrita 😉

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.