Para Todos os Garotos que Já Amei, de Jenny Han - Sinopse & Opinião

janeiro 23, 2017

Para Todos os Garotos que Já Amei (Para Todos os Garotos que Já Amei, #1)
Título: Para Todos os Garotos que Já Amei
Série: To All the Boys I've Loved Before #1
Autora: Jenny Han
Editora: Intrínseca
Ano de Publicação: 2015
Número de Páginas: 320

Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos.

Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.

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Sabem quando apetece ler uma coisa que sai da nossa zona de conforto? No meio de fantasia e terror, decidi aproveitar uma leitura conjunta e li este livrinho, que já andava debaixo de olho há bastante tempo.

É claro que a culpa é minha, que nem sei ao certo de que são os livros e começo a lê-los. Tenho uma ideia formada do que será a história mas essa ideia não corresponde totalmente à verdade e depois as expectativas ficam em cima e os resultados em baixo. Foi o que aconteceu com Para Todos os Garotos que Já Amei.

A nível da história e da personagem principal, Lara Jean, eu compreendo que sejam importantes, pois lidam com temas sérios, de uma forma descontraída mas séria ao mesmo tempo. O facto de Lara Jean ter perdido um dos pais, ter de ser a mulherzinha da casa, ver o seu laço inquebrável com a irmã mais velha a ficar mais fino a cada dia que passa, descobrir-se a ela mesma... sim, eu sei que são tudo detalhes que tornam a história mais rica. Mas, mesmo assim, não foi o suficiente para me convencer.
Primeiro, a banalização do amor. Estamos a falar de uma adolescente... que já amou 5 rapazes? Amou? Eu sei que o termo em inglês pode não assumir o significado tão importante que nós damos na nossa língua, mas, mesmo assim... ela é uma miúda! E já amou cinco rapazes? Não teria sido melhor transportar esta história para uma idade adulta e dar-lhe um tom mais robusto? Se calhar estou a ser picuinhas. Eu não odiei o livro. Apenas gostava de reaver os dias que perdi a lê-lo e aplicar essas horas a outra leitura.
Segundo, a falta de emoção durante a leitura. Temos os típicos dramas adolescentes, mas as coisas acontecem de forma tão rápida que um beijo dura um segundo e quando voltamos a piscar os olhos já vamos três capítulos à frente. Falta, na minha opinião, um pouco de tacto, um pouco de profundidade, para dar carácter às personagens e não criar uma série delas e metê-las todas juntas e depois esperar pelo melhor. Esperar que o leitor simplesmente se vá apaixonar por elas, já que cumprem os clichés habituais. Não, eu queria mais. Queria personagens mais credíveis, queria acontecimentos que fossem de cortar a respiração, e não algo insosso como acabou por ser.
Por fim, que raio de histórias de amor é que estão ali a acontecer? Primeiro Josh é um totó que não sabe o que quer, e depois Peter é um totó com a mania. São personagens esquisitas, com atitudes esquisitas, e o facto de eu estar a torcer pelo rapaz que não ficou com a rapariga foi a cereja no topo do bolo.
Ponto bónus: que grande melhor amiga que Lara Jean tem. E é tudo!

Parece que não gostei do livro. E não gostei. Mas não odiei. Apenas... apenas foi uma leitura que se revelou um desperdício de tempo.

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2 comentários

  1. Às vezes achamos que amamos e no fim... não amamos. Ja me aconteceu. A ti não?

    A.

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    Respostas
    1. Olhando para trás com olhos de adulta, não :)

      De qualquer das formas, isso é uma conclusão demasiado profunda para um livro como este... mas isto são só os meus quinhentos!

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Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.