Poseidon, de Anna Banks - Sinopse & Opinião

janeiro 21, 2017

Poseidon (O Legado de Syrena, #1)
Título: Poseidon
Título Original: Of Poseidon
Série: O Legado de Syrena #1
Autora: Anna Banks
Editora: Novo Conceito
Ano de Publicação: 2014
Número de Páginas: 288

Galen é o príncipe de Syrena enviando à terra para encontrar uma garota que pode se comunicar com peixes. Emma está de férias na praia quando ela litaralmente corre de encontro a Galen. Ambos sentem um conexão, mas vai demorar vários encontros incluindo um mortal com um tubarão para Galen se convencer dos dons de Emma. Agora se ele pelo menos pudesse convencer Emma de que ela segura consigo a chave para seu reino... Contado a partir de ambos dos pontos de vistas, Emma e Galen, aqui está uma história de peixe fora d'água, humor que intriga e ondas de romance.

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Apetecia-me ler algo diferente, algo que eu não conhecesse, uma leitura para a qual partiria com zero expectativas, sem nenhuma ideia pré-concebida. O único problema era que tinha de ser uma leitura rápida. Procura aqui, procura ali, e este livro de Anne Banks entrou para a lista de leituras de 2016.

Poseidon conta a história de Emma e como Galen entra na sua vida, com a particularidade que Galen é uma espécie de sereia, e tem de convencer Emma que esta possuí um dom único e necessário para a sua espécie aquática. Bem, sereias! Acho que nunca tinha lido um livro com sereias como personagem principal e foi uma mudança interessante. Trouxe uma lufada de ar fresco às minhas leituras, e apesar de não ser um livro que marque a minha vida literária, foi sem dúvida uma leitura bastante divertida e leve.
Este livro traz uma forma de narrar a história que eu também nunca tinha encontrado: os capítulos de Emma são narrados na primeira pessoa, ao passo que os de Galen são na terceira pessoa. Ao início, esta dicotomia confundia-me um pouco, mas depois de alguns capítulos já não se estranha.
O melhor de Poseidon é sem dúvida as personagens. Apesar do conceito da história - dois povos do mar, um descendente de Poseidon e outro de Tritão e como se encontram, se destroem e depois precisam um do outro - ser bem construído, as personagens são deliciosas. Temos Emma, que não sabemos bem o que é mas que não dá uma de heroína histérica, sem saber o que fazer quando descobre a verdade sobre si e aceita , gradualmente, que é diferente. Galen, o borracho, que claro que se apaixona por Emma mas que tem consciência de não o poder fazer (leiam para descobrir o porquê). Rayna, a irmã de Galen que, apesar de ser um pouco irritante, acaba por proporcionar momentos divertidos. E Toraf, incansável, uma personagem mais humana mas nem por isso menos interessante.

Pouco mais há a dizer acerca deste livro. A premissa da história não é muito explorada mas a interacção entre as personagens é muito bem conseguida. Apesar de haver romance a mais e o conflito que se adivinha por trás das linhas ficar um pouco esquecido, aquelas páginas finais são simplesmente brutais. Não pode acabar assim!

Uma leitura sem grandes expectativas tornou-se numa leitura agradável que me fará certamente ler a continuação. Gosto da ideia das sereias!

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.