Livros para Filmes - Dia dos Namorados 6

fevereiro 12, 2017


Gone With the Wind, de Margaret Mitchell - 1936
E Tudo o Vento Levou, de Victor Fleming - 1939

E Tudo o Vento Levou

Baseando-se num dos mais dolorosos periodos da história dos EUA - a Guerra da Secessão - Margaret Mitchell ergueu um dos mais notáveis monumentos da literatura deste país. Scarlett O'Hara é a personagem central de toda a narrativa, o símbolo da oposição a todo o custo - por vezes sem olhar a meios - de um conceito de vida tradicional que se recusa obstinadamente a desaparecer.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.