Perfeitas, de Sara Shepard - Sinopse & Opinião

fevereiro 09, 2017

Perfeitas (Pretty Little Liars, #3)
Título: Perfeitas
Série: Pretty Little Liars
Autora: Sara Shepard
Editora: Rocco
Ano de Publicação: 2011
Número de Páginas: 312

Em Perfeitas, nada será como antes para as quatro ex-melhores amigas, Spencer Hastings, Emily Fields, Hanna Marin e Aria Montgomery. “A”, que elas chegaram a desconfiar ser Alison DiLaurentis, a quinta integrante do grupo de garotas populares que elas formavam na sétima série e cujo corpo foi encontrado três anos após seu desaparecimento, volta a atormentar cada uma das meninas. E, dessa vez, a misteriosa figura cumpre o que promete: “A” vai pressionando as jovens e divulgando o que elas queriam esconder de pais, amigos e outros alunos da exclusiva Rosewood Day, a escola particular onde estudam.
Apesar da necessidade de se unirem para tentar desmascarar “A”, as meninas continuam incapazes de reatar os antigos laços de amizade. Enfrentando sozinhas seus problemas pessoais e sem confiar uma nas outras, as garotas são forçadas a enfrentar o fato de que “A”, quem quer seja, não só as odeia como realmente está mais perto do que imaginam, podendo ser, até mesmo, uma delas. Mas é somente quando Hanna parecer ter descoberto a identidade de “A” que elas se dão conta de tudo que a sinistra personagem é capaz de fazer para proteger o seu próprio segredo...

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Um dos objectivos para este novo ano era terminar a leitura da série Pretty Little Liars, de Sara Shepard. Uma leitura mais leve, mais despreocupada, povoada pelas personagens de uma das minhas séries de televisão preferidas de sempre. Assim, voltei a Rosewood, com este terceiro volume da série.

Perfeitas gira à volta de um segredo importante (mais um!), descoberto acidentalmente num dos vídeos que Aria costumava fazer das cinco amigas. Neste volume ainda não temos as quatro personagens inseparáveis, o que me custa um pouco, pois há tanto a acontecer com cada uma delas que não as ter juntas mata-me. E que outra coisa há a fazer, senão adorar toda e cada uma das suas histórias?
Spencer, a minha favorita. Nesta altura do campeonato, já ultrapassei as diferenças físicas das meninas na série e nos livros, mas mesmo assim, cada vez que falam do cabelo de Spencer, algo em mim tem um pequeno colapso. Mas continuando... Spencer começa a ficar cada vez mais paranóica, pois receia que os seus apagões de memória escondam uma revelação muito grave. Isto, a juntar à sua irmã Melissa, que parece uma verdadeira sombra do mal, sempre presente, só fazem a pequena ficar cada vez pior.
Hanna, que na sua superficialidade, descobre quem é A. Não acreditam? Leiam. Mas não vai ser bonito. E Lucas aparece, qual príncipe encantado...
Emily finalmente assume a sua sexualidade, mas não é como nos filmes, em que recebe uma palmadinha nas costas e um crachá com o arco-íris. Os seus pais não gostaram de descobrir que têm uma filha lésbica.
Aria é expulsa de casa por uma mãe que claramente não funciona a 100% e vê-se obrigada a ir morar com o pai e com a sua némesis, Meredith. A sua vida amorosa está ainda mais desastrosa que a familiar.
No meio disto tudo, A continua a azucrinar-lhes a paciência, com ameaças e chantagens constantes. Os segredos estão em ebulição e, uma vez cá fora, as consequências serão terríveis... o que fazer?
Adoro, adoro, adoro. A única coisa que me chateou neste livro foi a constante repetição da cena que Aria filmou - já percebemos das 261 vezes que foi descrito antes como as coisas aconteceram.
O que não deixa de ser interessante é a forma como me relaciono com as personagens no livro, que diferem da série. Na série, o romance entre Aria e Ezra enervava-me, pois eram os únicos que pareciam encontrar sempre uma maneira de serem felizes - em Perfeitas, a sua história fez-me suspirar. Quem diria que um dia ia estar a torcer por estes dois? Também Ella, a mãe de Aria, me deixa nesta dicotomia. Adoro-a na série e, no entanto, no livro, é uma desmiolada, que expulsa a filha de casa, sem querer saber onde esta vai ficar, simplesmente porque não gostou de uma atitude de Aria. Atitude que nasceu do desejo de fazer a mãe feliz!

É claro que podemos pensar que tudo ficaria resolvido se as Liars assumissem os seus erros e fossem directas à polícia. Mas isso ia tirar a diversão de tudo isto, e tenho de confessar que todos estes dramas e reviravoltas me fazem uma leitora imensamente feliz. Apesar de saber mais ou menos o rumo que a história vai levar, não posso deixar de me entusiasmar a cada ameaça e vingança de A, ansiosa por saber o que vem nos próximos capítulos.

Apesar de ser o terceiro título da série, este livro acaba por se ler bem sozinho. Mesmo com as referências a acontecimentos dos volumes anteriores, a história é relembrada várias vezes (demais até), o que permite ter uma boa ideia geral da trama.

Perfeitas acaba de uma forma inacreditável, e não tardou muito para começar a devorar o volume seguinte da série. Bom trabalho, Sara Shepard!

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.