Amor às Claras, de Laura Kaye - Sinopse & Opinião [Castor de Papel]

julho 03, 2017

Amor às Claras (Hearts in Darkness, #2)
Título: Amor às Claras
Série: Corações na Escuridão #2
Autora: Laura Kaye
Editora: Castor de Papel
Ano de Publicação: 2017
Número de Páginas: 192

Assombrado por uma tragédia na infância e pela perda da família, ele nunca pensou a vir encontrar o amor que partilha agora com Makenna. Mas quanto mais se enamora, mais receia o caos que certamente ocorrerá se também a perder. Quando o encontro com a família dela não corre bem, Caden coloca a si mesmo a questão de Makenna merecer alguém melhor, mais forte e pura e simplesmente mais…normal.

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Quando li Corações na Escuridão, em Fevereiro, desconhecia que houvesse mais livros. Amor às Claras traz de volta Makenna e Caiden, uns meses depois do seu encontro no elevador. Quando descobri que a sua história ainda não tinha acabado, fiquei animada por poder ler o que aconteceu a estes dois.

Como é natural, nesta opinião vão encontrar spoilers, pois é impossível falar acerca deste livro sem vos dizer desde já: sim, Makenna e Caiden estão juntos, ainda. E é sério. Continuando!

Um dos pontos altos de Amor às Claras foi o desenvolvimento das personagens. Para além de termos um leque maior, notamos uma evolução, não no sentido de serem melhores pessoas ou assim, mas que são mais complexas do que quando nos foram apresentadas no primeiro volume, no caso de Makenna e Caiden. E apesar de a autora voltar a cair nos lugares-comuns, gostei de ver a dinâmica da família de Makenna. No entanto, sinto que Ian ficou um bocado esquecido no meio dos acontecimentos. Fiquei sem saber como reagiu ele a tudo, no final do livro. Ele apenas se resigna com o rumo das coisas? É assim que é suposto ser? Uma personagem que gostei bastante foi de Cam, mas acho que este podia ter ficado mais umas quantas páginas. O livro centra-se demasiado à volta dos demónios pessoais de Caden (tal como anterior), e teria sido bom poder ter algo físico com o qual pudesse lutar.
À medida que a história se ia desenrolando, só me apetecia bater na Makenna e no Caiden. Digam que se amam de uma vez por todas! Era tudo com paninhos quentes... já me estava a enervar. Não tiveram problemas em ir para a cama horas depois de se conhecerem e agora, passados meses, estão cheios de coisas? Apesar de me irritar, não deixou de ser engraçado ver como reagiam a este medo. Já Caden e a forma como ele enfrenta o seu problema, não achei piada nenhuma. Se ele simplesmente falasse das coisas... bem, não tínhamos livro. Eu percebo onde Laura Kaye quis chegar, mas podia ter trazido as vidas de Makenna e Caden de volta sem insistir página após página na mesma coisa. Assim como o que acontece com Makenna, parece-me tudo muito forçado... Tudo lhes acontece, e é sempre tudo igual. Eu percebo a doença de Caden, mas parece-me que vai além dos limites.

Apesar de tudo... se houver mais histórias destes dois para contar, cá estarei eu para lê-las. Continuo a achar que a autora sofre de alguma falta de imaginação, mas criou um casal super querido e que, independentemente de nos tirar do sério, damos por nós a torcer por eles.

Vamos deitar achas para a fogueira: torcemos por eles... ou por Makenna e Cam? Quem é o Cam? Haverá um triângulo amoroso? Hum? 😲 Leiam e descubram!

Mais uma vez, uma edição linda, linda, linda! Por mais que a história se tornasse repetitiva, foi um prazer desfolhar este livro.


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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.