[Opinião] Lail-Ah, O Divórcio de Deus, de H. James Kutscka

abril 24, 2018

Lail-Ah, O Divórcio de Deus
Título: Lail-Ah - O Divórcio de Deus
Autor: H. James Kutscka
Editora: Mill Books
Ano de Publicação: 2009

Muito antes de criar uma mulher para Adão,o solitário Criador do Universo engendrou uma companheira para si mesmo. Essa mulher é Lail-Ah, o mito mais extraordinário de todos os tempos. Exilada num limbo por motivos que só Deus conhece, Lail-Ah escapa e desce à Terra -nas vésperas da Guerra do Golfo - a fim de se vingar do seu criador e ex-marido. Para salvar a humanidade desse apocalipse em forma de mulher, o próprio Deus encarnado assume a missão de deter Lail-Ah, com uma inesperada ajuda do seu eterno inimigo. Acompanhe o Senhor dos Exércitos em redor do mundo no Seu duelo com essa mulher… mortalmente divina!

****************************

Não me vou alongar muito com este comentário, pois já basta o tempo da minha vida desperdiçado a ler este livro.

A premissa era muito interessante: Deus tinha criado uma mulher para si mas depois teve de a prender no Inferno. Agora, essa mulher conseguiu escapar e procura vingança, indo atrás do que é mais querido de Deus: a humanidade.

Parece, não parece? Mas o autor conseguiu estragar tudo.
Desde descrições descabidas e sem sentido nenhum a chegar ao ponto de que Deus adoptou o nome de Rick e desde que inventaram as sapatilhas que não calça mais nada... ai, a sério. É tudo mau demais. Ah, e o Diabo é o Pablo.
Ao início torci o nariz mas ainda pensei “porque não? Vamos dar uma oportunidade”. Depois só tive vontade de dar com a cabeça na parede.
A forma como Lail-Ah morre. Is this shit for real?

E, como se não bastasse ter detestado a história, ainda temos notas de rodapé com tradução da nossa própria língua, variante brasileira. Maior parte dos termos em inglês não têm tradução, mas da nossa própria língua têm uma notinha de rodapé para dizer que um terno branco é um fato completo branco, serviçais são empregados e maquiada é maquilhada. Uau. Acho que nunca me senti tão insultada enquanto lia um livro.

Só não foi directinho para a categoria dos não terminados pois este livro foi para a #ML122Dias.

Que pena... uma premissa tão boa transformou-se num dos piores livros que eu alguma vez li.

You Might Also Like

0 comentários

Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.